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Jequié, Ba, Brazil
site: www.uqmarketing.com.br Designer profissional, Formado em Gestão de Marketing, Instrutor de Informática para concursos - Trabalhos desenvolvidos em Agências de Publicidade, Assessorias de comunicação e gráficas, Três livros escritos, ainda não publicados.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Viver é uma arte - Pag 04/65


VIVER É UMA ARTE

Publicação semanal

Pag 04/65



perceberam o motivo daquela vergonhosa cena. Cláudio a levou para casa, e algumas semanas depois podia se ver os dois andando de mãos dadas, como um casal normal e feliz era o começo de uma triste história. Donde o fruto seria meu neto Júlio.

Mesmo sentindo-me vazio, era forte e não havia me dado conta disso. Amigos os quais, na rua, penduravam-se em carros comigo, brincáva­mos: bola, esconde - esconde, pega - pega, muito novos já estavam envolvidos com drogas, mesmo criados num ambiente tranquilo e bastante familiar. Enquanto a mim, buscava dar conselhos, anima-los mesmo diante da turbulência dos copos quebrados, gritos ébrios, solidão e falta de amor, que tanto me castigava.

Algumas pessoas acham que amar é coisa para idiota. Deve ser por que tem amor demais, uma família sólida que faz do carinho e exemplo a forma de amar mais idiota do mundo. É certo que todos tem direito de pensar de sua maneira. Porém, penso que, sem amor, não existe vida daí eu me sentir tão morto mesmo criança mas eu já era um ser, só não sabia se ser era o mesmo que existir, embora tentasse viver. Mantendo o meu modo de pensar, mesmo diante dos fatos desfavoráveis da minha infância, até o fim, tentando manter meu caráter. Mediante a todo tipo de ironia, eu cresci como um romântico, mesmo diante da tragédia da minha ausente existência. Alguns em minha adolescência chamavam-me de louco. Mas não me arrependo disso.

Foi por ser assim que eu estou aqui. Vendo esse céu estrelado, sentindo esse vento frio da noite que sopra no meu rosto...

21 anos, menos que um ano de alegria, e tudo se foi pelas estradas da vida. Catarina ainda bebe, sozinho eu de novo estou, onde está minha avó agora ? Para me impedir ou retardar o final dessa história que mau acabo de começar.

5 anos, era o que minha filha tinha quando se perdeu. Nem ao menos tinha responsabilidade para cuidar de si. Agora havia uma vida a mais para cuidar, ou esconder como ela preferiu. Durante a maior parte da gravidez Catarina escondeu meu neto que estava para nascer. Cláudio desesperou-se ao saber: - Não tenho como assumir esse filho. E como saber que esse filho é meu? Meu Deus, um filho. Não pode ser, não pode.

Cláudio não se sentia, homem suficiente para enfrentar tamanha responsabilidade, apesar de Catarina ter mexido com o seu coração. Esse órgão era grande demais para ter , um amor somente, não poderia se prender. Foi culpa dela que não tomou o comprimido, ela sabia que eu não gosto de preservativos. Pensava Cláudio. Júlio, estava lá naquele útero apertado por um cinto ébrio que já o castigava antes mesmo de nascer. Catarina, não queria que ele nascesse, ela dizia para si mesma que não podia cuidar de uma criança. E as festas? E minhas amigas o que iam achar? Noeme sugeriu o aborto. Ela já havia mandado uns 5 para o "quinto dos infernos" como ela mesmo havia dito. Conhecia um remédio ótimo a base de folhas variadas. Uma, duas, três, muitas tentativas de aborto. Mas algo que ninguém sabia explicar mantinha a criança ali, pulsando, resistindo, querendo viver.

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